quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
EXEMPLO PARA TODOS COMPANHEIROS (AS)
Patrus Ananias, do gabinete de ministro para o cartão de ponto.
Ao atender o telefone na manhã da última terça-feira, o técnico de pesquisa da Assembléia Legislativa de Minas, Patrus Ananias, achou graça no diálogo que travou com o interlocutor.
- Eu queria falar com o Patrus.
- Pois não, é ele.
- Não, o Patrus Ananias, ministro.
- Mas é ele mesmo quem está falando! - respondeu o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, dando risada por causa da incredulidade do interlocutor, que esperava passar por pelo menos um assessor ou secretária antes de falar com ele.
Depois de seis anos à frente do ministério que respondeu pelo principal programa social do governo Lula, Patrus Ananias, 59 anos, está ainda mais acessível. Voltou ao cargo de onde estava licenciado desde o início da vida política, quando se candidatou e venceu a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, em 92.
Desde dezembro, ele ocupa uma sala da Escola do Legislativo da Assembléia de Minas, onde bate o ponto como técnico de pesquisa da Casa.
Aguarda com ansiedade a publicação, nos próximos dias, de seu primeiro trabalho da retomada – um artigo sobre a ética, que será publicado nos Cadernos do Legislativo - e se prepara para voltar às salas de aula da PUC-Minas, onde lecionará introdução ao Direito para jovens recém-ingressados na faculdade.
'O poder e o dinheiro não me compram'.
A quem estranha o fato de voltar às origens depois de ter ocupado cargos importantes e administrado um orçamento de quase R$ 40 bilhões do governo federal, o ex-ministro Patrus Ananias se diz inspirado na obra de João do Rio e evoca o apreço pela dimensão das ruas, que classifica como "muito rica e bonita" e da qual diz ter sentido muita falta:
- Pode parecer uma certa arrogância, mas posso dizer a esta altura da minha vida, com muita humildade, que o poder e o dinheiro não me compram.
Sem gravata ou paletó, Patrus chega à repartição com a pasta de couro preta debaixo do braço.
Cumprimenta todos que aparecem no caminho. Sabe de cor a história do local de trabalho, onde ingressou por concurso público em 1982, como participante da primeira equipe multidisciplinar convocada para trabalhar no local. Por ter se licenciado por tanto tempo, não obteve promoção e, hoje, está submetido hierarquicamente a pessoas que entraram depois dele.
Ele queria se sentar ao lado de outros técnicos em pesquisa, mas a gerente- geral da escola, Ruth Schimitz de Castro, determinou a desativação de uma antiga sala de reuniões para ele ocupá-la. Antes de aceitar o pedido do GLOBO de acompanhar um dia de seu trabalho, o político pediu ao repórter que solicitasse autorização à Presidência da Assembléia Legislativa. O presidente interino, deputado Doutor Viana (DEM), achou graça.
Ao atender o telefone na manhã da última terça-feira, o técnico de pesquisa da Assembléia Legislativa de Minas, Patrus Ananias, achou graça no diálogo que travou com o interlocutor.
- Eu queria falar com o Patrus.
- Pois não, é ele.
- Não, o Patrus Ananias, ministro.
- Mas é ele mesmo quem está falando! - respondeu o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, dando risada por causa da incredulidade do interlocutor, que esperava passar por pelo menos um assessor ou secretária antes de falar com ele.
Depois de seis anos à frente do ministério que respondeu pelo principal programa social do governo Lula, Patrus Ananias, 59 anos, está ainda mais acessível. Voltou ao cargo de onde estava licenciado desde o início da vida política, quando se candidatou e venceu a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, em 92.
Desde dezembro, ele ocupa uma sala da Escola do Legislativo da Assembléia de Minas, onde bate o ponto como técnico de pesquisa da Casa.
Aguarda com ansiedade a publicação, nos próximos dias, de seu primeiro trabalho da retomada – um artigo sobre a ética, que será publicado nos Cadernos do Legislativo - e se prepara para voltar às salas de aula da PUC-Minas, onde lecionará introdução ao Direito para jovens recém-ingressados na faculdade.
'O poder e o dinheiro não me compram'.
A quem estranha o fato de voltar às origens depois de ter ocupado cargos importantes e administrado um orçamento de quase R$ 40 bilhões do governo federal, o ex-ministro Patrus Ananias se diz inspirado na obra de João do Rio e evoca o apreço pela dimensão das ruas, que classifica como "muito rica e bonita" e da qual diz ter sentido muita falta:
- Pode parecer uma certa arrogância, mas posso dizer a esta altura da minha vida, com muita humildade, que o poder e o dinheiro não me compram.
Sem gravata ou paletó, Patrus chega à repartição com a pasta de couro preta debaixo do braço.
Cumprimenta todos que aparecem no caminho. Sabe de cor a história do local de trabalho, onde ingressou por concurso público em 1982, como participante da primeira equipe multidisciplinar convocada para trabalhar no local. Por ter se licenciado por tanto tempo, não obteve promoção e, hoje, está submetido hierarquicamente a pessoas que entraram depois dele.
Ele queria se sentar ao lado de outros técnicos em pesquisa, mas a gerente- geral da escola, Ruth Schimitz de Castro, determinou a desativação de uma antiga sala de reuniões para ele ocupá-la. Antes de aceitar o pedido do GLOBO de acompanhar um dia de seu trabalho, o político pediu ao repórter que solicitasse autorização à Presidência da Assembléia Legislativa. O presidente interino, deputado Doutor Viana (DEM), achou graça.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
O flanelinha Sorriso e a presidente
Sorriso da presidente De mendigo a fotógrafo pessoal da presidente da República, a trajetória de Edison Castêncio, que foi retirado das ruas de Porto Alegre por Dilma no início da década de 80 Hugo Marques

Edison Castêncio, fotógrafo

Durante os quatro anos em que trabalhou como office-boy no gabinete do ex-marido de Dilma, Sorriso pagava contas e auxiliava nas tarefas de escritório. Seu salário era pago com a caixinha dos deputados do PDT. Mas, em 1987, Sorriso agarrou uma oportunidade que mudaria sua vida de uma vez por todas. Sem fotógrafo para registrar um encontro com o então prefeito Alceu Collares, Araújo recorreu a Sorriso, que possuía uma máquina fotográfica descartável. As fotos fizeram tanto sucesso que Dilma e o marido lhe deram de presente uma câmera profissional. A partir daí, ele começou a fotografar tudo. Das festas de aniversário de Dilma até as reuniões políticas do PDT. “Eu fotografava até os aniversários da Paulinha, a filha da Dilma”, lembra. “Dilma já era reservada na época”, conta.


Por quase três décadas, Sorriso acompanhou momentos importantes da vida política de Dilma. Testemunhou e fotografou a presidente como secretária da prefeitura, na gestão de Alceu Collares, quando ela era secretária de Estado do governo Olívio Dutra e depois que foi indicada ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, durante o governo Lula. De acordo com Sorriso, o estilo “durona de ser” da presidente Dilma remonta aos primórdios de sua trajetória política. Ele conta que presenciou de muito perto um dos principais embates de Dilma com Collares no PDT. Dilma também não capitulou aos anseios do caudilho Leonel Brizola, que no final da década de 90 passou a pressionar o grupo dela no PDT a deixar o governo Olívio Dutra. “O Brizola dizia para a Dilma: ‘Quero que vocês se afastem do governo’. Mas ela respondia: ‘Brizola, se você não está gostando, me expulse do partido’”, lembra Sorriso. O processo de transferência de Dilma do PDT para o PT foi outro lance marcante testemunhado por Sorriso. Segundo ele, um dos grandes responsáveis pela mudança foi o então vice-governador Miguel Rossetto, que depois foi ministro do Desenvolvimento Agrário e hoje é diretor da Petrobras. “O Rossetto falou o seguinte: ‘Dilma, no PT vocês serão mais valorizados que no PDT’”, lembra.

Quando Dilma foi para o Ministério de Minas e Energia, no início do primeiro mandato de Lula, o fotógrafo mudou-se de vez para Brasília. Nessa época, ele tinha acabado de ganhar do colunista José Barrionuevo, do jornal “Zero Hora”, o apelido de “Paparazzo”, graças às fotos exclusivas que conseguia dos políticos gaúchos. E sempre que algum dos parlamentares visitava Dilma em Brasília lá estava Sorriso ao lado da ministra. Durante a campanha presidencial, o marqueteiro João Santana recorreu ao arquivo de mais de cinco mil fotografias de Sorriso para reconstituir a trajetória política de Dilma no programa eleitoral. “O pessoal da campanha estava desesperado, eles não sabiam em que fotografias a Dilma aparecia. Ela sempre ficava em segundo plano nas fotos, pois é uma mulher de bastidor”, afirma ele.

Hoje Sorriso é dono do Paparazzo Gaúcho, que presta serviços de fotografia a políticos do Estado. Ele casou com uma assessora do PDT, com quem teve duas filhas, e mora na Vila Planalto, a 500 metros do Palácio do Planalto, onde Dilma despacha. Recentemente, Sorriso recusou algumas sondagens para trabalhar no governo. A única coisa que o fotógrafo pediu a Dilma foi uma credencial para fazer fotos no Palácio do Planalto, que ele tentava por dois anos, sem sucesso. Dilma pediu que ele fizesse o pedido à assessoria de imprensa da Presidência. Para quem ainda não conhece direito a presidente, o fotógrafo faz uma recomendação: “A Dilma é bem mineira, não vai ficar dando sorrisos à toa e não vai aceitar falcatruas no governo”, diz. “Mas se trabalhar bem certinho, o ministro ganha a confiança dela.” Conselho de quem sempre faz a presidente Dilma Rousseff sorrir.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
VEREADOR CLAUDINEI É CANDIDATO A COORDENADOR DA MICRO-REGIONAL CALCÁRIA DO PT
Sete Lagoas, janeiro de 2011.
Companheiros (as) da Micro-Regional Calcária,
É com prazer e satisfação que dirijo-me aos filiados, militantes, dirigentes, prefeitos e vereadores de nossa Micro-Regional.
Como é do conhecimento de todos, dia 05 de fevereiro vamos eleger a nova coordenação da Regional. Nesse sentido, apresento-me como candidato a Coordenador da Micro, com o propósito de dar continuidade ao processo de informação e formação política que visa a interação entre os membros dos diversos Diretórios, Parlamentares e Prefeitos do Partido dos Trabalhadores.
Durante o anterior e atual mandato, meu Gabinete tem contribuído no sentido de dar suporte à Micro, tanto do ponto de vista da mobilização para os encontros, quanto do ponto de vista do envio de proposições aos colegas Parlamentares, a fim de subsidiá-los para a atuação em seus respectivos municípios. Cabe relembrar que, no início do meu primeiro mandato procuramos mobilizar os Parlamentares da micro, no intuito de discutir e partilhar as experiências de cada um.
A nossa candidatura propõe a realização de um “Seminário” anual de formação política para todos, um encontro por cidade com o objetivo de discutir a preparação de nossos candidatos à prefeitos e vereadores para as eleições municipais de 2012 e a retomada dos encontros periódicos dos Parlamentares da Micro. Propomos também a mobilização por mais verbas, através de nossa Bancada Estadual e Federal - para a Educação, Cultura, Esporte, Saúde e Obras Públicas.
Portanto, peço-lhes o voto e apoio para a nossa candidatura à Coordenação da Micro, a fim de que, juntos possamos realizar o melhor trabalho possível.
Saudações Petistas!
sábado, 15 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
PATRUS DEIXA A POLÍTICA ! ?
Sem vaga na equipe de Dilma Rousseff, o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, candidato derrotado a vice-governador na chapa do PMDB, retornou ao cargo de técnico de pesquisa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Ao jornal O Estado de Minas, Patrus diz que não pensa mais em política. Mas, segundo petistas mineiros, o homem que comandou o Bolsa Família ainda sonha com outra porta de saída: ser ministro do STF.
Para os petistas mineiros, Patrus é o melhor símbolo do que se tornou a legenda no estado dominado pelo senador eleito Aécio Neves (PSDB)
Comentário:
Caros companheiros(as),
Ver o Patrus reassumindo seu posto na assembleia é motivo de orgulho, mostrando que é um homem de princípios e valores, e que não está preso aos "cargos" políticos de nenhum governo. Péssima é a notícia dada pelo Estado de Minas, afirmando que Patrus não pensa mais em política. Não acredito nesta hipótese. Patrus é um ser político por natureza, como todos nós. Contar com ele para as próximas batalhas seria muito bom, mas entendo se o Ministro que combateu a Fome no Brasil se recolher num período sabático. Faz parte e ele merece. Agora, abandonar a política é algo impensável para um homem da envergadura e do tamanho do companheiro Patrus Ananias.
Chega !!!!!!!!!!!!!!
NOTÍCIA QUE CANSOU 01
Sinceramente. Não aguento mais assistir, ouvir e ler a notícia da novela das 9: ONDE IRÁ JOGAR RONALDINHO GAÚCHO EM 2011? GRÊMIO? FLAMENGO ? PALMEIRAS?.
O ex-craque Ronaldinho Gaúcho está aproveitando a onda e fazendo um belo de um leilão. Quem vai sair ganhando é ele com um polpudo contrato. Já o seu futebol... há muito tempo não joga nada!
NOTÍCIA QUE CANSOU 2
A outra notícia que a mídia não para de pautar é a beleza da esposa do vice-pres. Michel Temer. Tenha santa paciência. Ligo a TV e todos os jornais destacaram o assunto. Escuto o rádio e mais entrevistas sobre a ex-modelo e ex-miss, leio os jornais e a internet, mais notícias. A última é ensinando como fazer as tranças da vice-primeira dama do Brasil. É duro !
ENQUANTO ISSO O PMDB NACIONAL...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
DILMA MOSTRA SEU JEITO DE GOVERNAR
Por Ivonildo Dourado
Do Estadão
Dilma repreende general do GSI por fala sobre ditadura
Foi o primeiro 'puxão de orelha' de ministro do novo governo
A presidente Dilma Rousseff repreendeu hoje o general José Elito de Carvalho Siqueira, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), por dizer em entrevista, na segunda-feira, que não é motivo de vergonha para o País o desaparecimento de presos políticos durante a ditadura militar (1964-1985). Foi o primeiro "puxão de orelha" de ministro do novo governo.
Escolhido para comandar os seguranças e arapongas do governo, José Elito pediu desculpas a Dilma pela declaração polêmica, segundo fontes do Planalto. Ao longo do dia, ele já tinha recebido recados de assessores de que Dilma não gostou do comentário sobre as vítimas do regime militar.
ser recebido à noite pela presidente, ele chegou a jogar a culpa na imprensa, afirmando que sua declaração foi "mal interpretada". A presidente aceitou a desculpa.
Torturada na época da ditadura, Dilma fez um discurso, no dia da posse, em que afirmou não ter ressentimentos e rancores. Antes mesmo de assumir, ela chamou os comandantes das Forças Armadas para dizer que não haveria "revanchismo" e pedir que não houvesse por parte dos militares "glorificação" do golpe de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente João Goulart e implantou uma ditadura de 21 anos no País.
Desde a distensão política, no final dos anos 1970, famílias de adversários da ditadura e entidades de direitos humanos cobram do Estado brasileiro a localização dos restos mortais de 138 vítimas da repressão consideradas "desaparecidas políticas".
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
PT DE SETE LAGOAS PRESENTE EM BRASÍLIA
Assista ao vídeo da matéria do site G1, clique abaixo:
Petistas de Sete Lagoas em Brasília
Ainda hoje postaremos fotos.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
PROGRAMAÇÃO DA POSSE DE DILMA
Companheiros(as),
Àqueles que vão a Brasília, segue abaixo o link sobre a programação da festa, com desfile em carro aberto, discurso no parlatório e shows, muitos shows, de cantoras é claro. Click e confira:
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/posse-de-dilma-tera-festa-com-shows-de-cantoras-20101219.html
Àqueles que vão a Brasília, segue abaixo o link sobre a programação da festa, com desfile em carro aberto, discurso no parlatório e shows, muitos shows, de cantoras é claro. Click e confira:
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/posse-de-dilma-tera-festa-com-shows-de-cantoras-20101219.html
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
A refundação do PT mineiro
Por Rudá Ricci Avalio que o PT mineiro também precisa ser refundado.
O PT de Minas Gerais acusou o golpe. O clima de derrota e baixo astral contagia toda direção estadual do partido. Ficar com apenas um ministério foi o pior presente de final de ano. Minha análise é que também se fechou um ciclo para o partido aqui onde os limites impostos pelas montanhas deveriam inspirar reflexão.
Minha hipótese é que apenas uma articulação efetiva dos prefeitos petistas pode refundar o PT mineiro. A militância está absolutamente desarticulada, embora no segundo turno das eleições presidenciais tenha reagido à convocação da campanha. Mas deixou de ser protagonista.
Patrus vive seus dias de ocaso político. Fernando Pimentel nunca fez esforço para estruturar o partido em Minas Gerais. Faz carreira. E só. Os parlamentares, por seu turno, pensam apenas suas bases eleitorais. Aliás, aqui em Minas Gerais, petista não se identifica com correntes ou regiões. Se identifica com parlamentares. É algo corrente dizer que é vinculado a tal ou qual parlamentar. Cria-se, a partir desta identificação, uma divisão de territórios. Não é coincidência a analogia com as estruturas de feudo.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
A DERROTA DE VACAREZZA PARA MAIA
A disputa no PT é constante, o que é saudável, mas muitas vezes também ganha contornos fratricidas. Em 2005 pela disputa da Câmara foi assim e trouxe grandes prejuízos não só ao PT e ao Governo, como ao Brasil. No mesmo ano, por conta da crise do governo a disputa interna se acirrou, levando inclusive ao fim do "Campo Majoritário". Aquela foi uma disputa fortemente político e que contribuiu para rearrumar o PT.
Esta disputa de agora também teve forte conotação política e não pessoal. Vaccarezza quis atropelar o partido, quis resolver "por cima". Deu uma entrevista à Veja, revista vista como a pior inimiga dos petistas, de deixar com raiva qualquer militante petista, atropelou a bancada do PT na Câmara na questão do Código Florestal, atropelando inclusive o líder do PT na Câmara, Fernando Ferro, que tem militancia ambientalista, dentre outros acertos para tentar se projetar com outros partidos e assegurar a presidência da Câmara.
Obviamente estas manobras, achando que no PT as coisas já estavam resolvidas, lhe custou caro. Fora os adversários naturais que já teria politicamente, como os deputados da Mensagem ao Partido, Articulação de Esquerda e talvez Movimento PT, contou com rachas dentro da CNB, em especial por conta da questão sindical e a polêmcia com a CUT (Arthur Henrique é dirigente da CNB) e disputas internas da CNB, como no caso de Minas e a da própria CNB do RS, que lançou Marco Maia.
Cabe lembrar que Vaccarezza até bem pouco tempo atrás não estava compondo internamente com a CNB, fazia parte da corrente "Novos Rumos" que no penúltimo processo de eleições diretas do PT (PED) apoiou a candidatura de Jilmar Tatto para a presidencia do partido e não a de Ricardo Berzoini, candidato da CNB.
A "reunificação" só veio acontecer no último PED, no qual a candidatura de Dutra, a necessidade de unidade partidária para a candidatura Dilma e o relativo enfraquecimento em SP do campo dos Tatto e Vaccarezza, fez com que não lançassem candidatura própria. É bom lembrar que a reaproximação se deu quando Vaccarezza derrotou Paulo Teixeira da Mensagem ao Partido na disputa pela liderança da bancada do PT na Câmara com os votos da CNB, em especial de SP.
Agora Paulo Teixeira será o novo líder da bancada do PT na Câmara.
A luta interna do PT quando baseada na grande política é uma boa luta
PT DE BH REAGE !
A bancada do PT na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte vai se opor ao governo municipal nos próximos dois anos. O desejo foi manifestado, na noite de ontem, em reunião dos vereadores que contou com a presença de membros do diretório do PT municipal. Para os vereadores, o processo que culminou na eleição do tucano Léo Burguês como novo presidente da Casa, mostra o rumo que o PSB irá tomar em 2012. "A escolha de um vereador do PSDB para presidir a Câmara já trata de uma aliança já anunciada para as eleições de 2012", declarou o vereador Arnaldo Godoy (PT).
A maioria dos vereadores petistas defende que o partido faça oposição política ao Executivo. "Nunca faríamos uma oposição burra, mas o partido precisa reagir ao que ocorreu na Casa", declarou Godoy. Apesar de a bancada estar submetida à orientação da direção municipal do partido, o presidente do PT municipal, vice-prefeito Roberto Carvalho, afirmou que o diretório irá acatar à decisão dos parlamentares.
O partido foi preterido na composição da nova Mesa Diretora, realizada no domingo, e teve a candidatura do parlamentar Silvinho Rezende (PT) para a presidência da Casa suspensa por manobras que, segundo os petistas, envolveram os governos municipal e estadual.
Nos bastidores, a informação é que, com o intuito de agradar o PT e não perder o apoio da maior bancada da Casa, o prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda convidou o petista Tarcísio Caixeta para assumir a liderança do governo no próximo biênio. Apesar de Caixeta já ter aceitado, os vereadores defendem que ele decline do convite. "O partido não deve ficar de líder de um governo que formará aliança com o PSDB em 2012", afirmou Godoy. Caixeta disse que aceitou o convite e só admite recuar se o o partido proibi-lo de assumir o cargo.
Suplente do atual líder Paulo Lamac (PT), Caixeta assume como vereador em 2011, quando Lamac sobe para ocupar a vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa.
Panos quentes. O atual líder do governo na Casa, Paulo Lamac, refuta a ideia de o PT se tornar oposição. Para o petista, todo o processo de eleição da Mesa Diretora da Câmara foi definido internamente, sem abuso de poder dos governos municipal e estadual.
Segundo o petista Paulo Lamac, o convite para que Tarcísio Caixeta assuma a liderança é apenas uma decisão pessoal do prefeito Marcio Lacerda. "Isso significa que ele (Marcio Lacerda) confia no vereador", explicou o parlamentar.
A maioria dos vereadores petistas defende que o partido faça oposição política ao Executivo. "Nunca faríamos uma oposição burra, mas o partido precisa reagir ao que ocorreu na Casa", declarou Godoy. Apesar de a bancada estar submetida à orientação da direção municipal do partido, o presidente do PT municipal, vice-prefeito Roberto Carvalho, afirmou que o diretório irá acatar à decisão dos parlamentares.
O partido foi preterido na composição da nova Mesa Diretora, realizada no domingo, e teve a candidatura do parlamentar Silvinho Rezende (PT) para a presidência da Casa suspensa por manobras que, segundo os petistas, envolveram os governos municipal e estadual.
Nos bastidores, a informação é que, com o intuito de agradar o PT e não perder o apoio da maior bancada da Casa, o prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda convidou o petista Tarcísio Caixeta para assumir a liderança do governo no próximo biênio. Apesar de Caixeta já ter aceitado, os vereadores defendem que ele decline do convite. "O partido não deve ficar de líder de um governo que formará aliança com o PSDB em 2012", afirmou Godoy. Caixeta disse que aceitou o convite e só admite recuar se o o partido proibi-lo de assumir o cargo.
Suplente do atual líder Paulo Lamac (PT), Caixeta assume como vereador em 2011, quando Lamac sobe para ocupar a vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa.
Panos quentes. O atual líder do governo na Casa, Paulo Lamac, refuta a ideia de o PT se tornar oposição. Para o petista, todo o processo de eleição da Mesa Diretora da Câmara foi definido internamente, sem abuso de poder dos governos municipal e estadual.
Segundo o petista Paulo Lamac, o convite para que Tarcísio Caixeta assuma a liderança é apenas uma decisão pessoal do prefeito Marcio Lacerda. "Isso significa que ele (Marcio Lacerda) confia no vereador", explicou o parlamentar.
Petistas já enxergam PSDB e PSB como adversários em 2012
A polêmica que envolveu o processo de eleição da nova Mesa Diretora da Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte passa pela formação das alianças em 2012. Petistas acusam o PSB e o PSDB, seus aliados em 2008, de manobrarem em favor da eleição de Léo Burguês (PSDB) para a presidência da Casa. Eles afirmam que o objetivo seria excluir o PT do processo de reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB) e preparar terreno para as eleições de 2014.
Burguês é amigo pessoal do ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB) Ele também possui a confiança do prefeito e do governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB).
Petistas afirmam que ao ocupar a ponta da Mesa Diretora na Casa, Burguês poderá favorecer uma aliança entre PSB e PSDB para a reeleição de Lacerda em 2012. "O prefeito sinalizou o caminho que ele tomará", afirmou o vereador Arnaldo Godoy (PT). A bancada do PT também acusa o prefeito de traição. De acordo com os vereadores, as candidaturas de representantes do PT, PSB e PSDB estariam vetadas por Marcio Lacerda. Porém, surgiu a candidatura vitoriosa do tucano.
Tudo indica que o PSDB e PSB serão aliados, impossibilitando a aliança dos socialistas com petistas. Tanto o PT quanto o PSDB refutam a possibilidade de reeditarem a aliança de 2008, quando os dois estiveram ao lado do PSB de Lacerda. O diretório estadual do PT chegou a editar uma resolução que proibe alianças com tucanos.
"Vamos recolocar o PT na vida da cidade", afirmou Godoy se referindo à candidatura própria em 2012.
Burguês é amigo pessoal do ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB) Ele também possui a confiança do prefeito e do governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB).
Petistas afirmam que ao ocupar a ponta da Mesa Diretora na Casa, Burguês poderá favorecer uma aliança entre PSB e PSDB para a reeleição de Lacerda em 2012. "O prefeito sinalizou o caminho que ele tomará", afirmou o vereador Arnaldo Godoy (PT). A bancada do PT também acusa o prefeito de traição. De acordo com os vereadores, as candidaturas de representantes do PT, PSB e PSDB estariam vetadas por Marcio Lacerda. Porém, surgiu a candidatura vitoriosa do tucano.
Tudo indica que o PSDB e PSB serão aliados, impossibilitando a aliança dos socialistas com petistas. Tanto o PT quanto o PSDB refutam a possibilidade de reeditarem a aliança de 2008, quando os dois estiveram ao lado do PSB de Lacerda. O diretório estadual do PT chegou a editar uma resolução que proibe alianças com tucanos.
"Vamos recolocar o PT na vida da cidade", afirmou Godoy se referindo à candidatura própria em 2012.
Base ficará diminuída com mudança
A mudança de postura do PT na Câmara Municipal de Belo Horizonte implica diminuição da força do Executivo municipal dentro da Casa. O partido possui hoje a maior bancada da Casa, com seis parlamentares. Os partidos considerados independentes são o PMDB, com quatro vereadores, e o PHS, com dois parlamentares.
Com mudança, a base governista terá mais dificuldades e gastará mais tempo com a negociação dos projetos com parlamentares. Por outro lado, o PT pode ver seus espaços em secretarias diminuírem, com a futura reforma administrativa.
Com mudança, a base governista terá mais dificuldades e gastará mais tempo com a negociação dos projetos com parlamentares. Por outro lado, o PT pode ver seus espaços em secretarias diminuírem, com a futura reforma administrativa.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
PT DE BH PEDE SOCORRO !
O PT de BH está vivendo uma grande crise interna e de identidade. Depois da aliança de 2008, com o PT abrindo mão para o PSB lançar candidadto em detrimento a uma candidatura petista, tudo de acordo com o Palácio da Liberdade ( Aécio Neves ), ontem o Partido dos Trabalhadores leva mais um golpe de proporções ainda não previstas. Com a interferência do Governo Estadual e do próprio prefeito Lacerda, foi eleita a nova mesa diretora da Câmara de BH, e a maior bancada da casa que é do PT com 6 vereadores não participa dela. Foi eleito presidente o vereador Léo Burguês ( PSDB ). Assim, dizem os especialistas, o prefeito Márcio Lacerda dá o ponta-pé na corrida para sua reeleição em 2012.
SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO
Com a movimentação orquestrada pelos governos Municipal e Estadual, Lacerda manda um recado ao PT: prefere caminhar com o PSDB de Anastasia, a caminhar com o PT em 2012. O PT agora vive o dilema de participar da administração de BH e não ser tão quisto assim. O que fazer? continuar no governo, ou ir para oposição?
OS RESPONSÁVEIS
Não dá para apontar um responsável pelo imbróglio em que o PT de BH se enfiou. Só resta-nos lembrar a posição firme do companheiro Patrus Ananias, contra a aliança nas eleições de 2008, que tinha como fiador o então prefeito Fernando Pimentel, com o apoio da direção estadual e municipal do partido. Errar na estratégia de uma eleição e na condução de um partido da grandeza do PT, pode até acontecer, mas permanecer no erro é uma irresponsabilidade. O PT de BH e o de Minas precisa ir para o divã !
NA DÚVIDA VÁ PARA A ESQUERDA
Parafraseando dona Helana Greco, onde dizia: " na dúvida meu filho, vá para a esquerda ". caminho está posto. Não há outro a ser seguido. O PT de BH deve caminhar para sua fonte, onde tudo começou, junto aos Movimentos Sociais, movimentos da Igreja Progressista, Sindicatos e Artistas; defendendo suas bandeiras que foram ficando esquecidas ou desidratadas. A defesa da vida como prinícpio básico para a formação de políticas públicas, que visem a construção do bem comum , muitas delas iniciadas com Patrus e esquecidas atualmente. Se BH é outra cidade, isso se deve ao seu povo e ao PT, que por mais de 12 anos administrou nossa capital com austeridade e sensibilidade social.
Glória Rodrigues de Paula
Secretária de Organização do PT/SL
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
RESOLUÇÃO DO DIRETÓRIO ESTADUAL DO PT
As Eleições de 2010 e os Desafios do PT de
Minas Gerais
ANÁLISE DE CONJUNTURA
01. Os mais de 56 milhões de votos recebidos por Dilma Rousseff no dia 31 de outubro
passado a tornaram não apenas a primeira presidenta eleita em nosso país, mas também
condutora do maior projeto de democratização, fortalecimento político, desenvolvimento
econômico e social vivenciado pelo povo brasileiro nos últimos tempos.
02. Depois de duas décadas de estagnação ou de avanços medíocres, a economia
brasileira encontrou seu caminho, no governo Lula. Esse crescimento está pautado em uma
inédita lógica: ele se realiza com forte distribuição de renda, com equilíbrio
macroeconômico, redução da vulnerabilidade externa e fortalecimento da democracia.
macroeconômico e fortalecimento da democracia, somada ao prestígio do presidente Lula,
ajuda a entender a posição e o lugar que o Brasil passou a ocupar no mundo.
04. “O Brasil não fala grosso com a Bolívia nem fino com Washington”, disse o compositor
Chico Buarque, traduzindo em poucas palavras a política externa do Governo Lula, ativa e
altiva, que privilegiou a integração sul-americana e as relações econômicas, políticas e
culturais com os países em desenvolvimento (Sul/Sul).
05. Desde meados de 2008, o mundo enfrenta a maior crise econômica dos últimos 70
anos, crise essa surgida no coração do sistema capitalista (Estados Unidos, países da
Europa Ocidental e Japão) e marcada pela debilidade do sistema financeiro, aumento do
desemprego e endividamento dos indivíduos, os quais perderam suas poupanças e
moradias. Já os estados nacionais continuam gastando trilhões de dólares na tentativa de
recuperar suas economias. Diferentemente das crises anteriores, o Brasil enfrentou com
segurança seus efeitos graças ao fortalecimento do mercado interno, aumento do consumo
popular, expansão do salário mínimo, programas de transferência de renda e redução dos
juros. Tudo isso aliado a medidas pontuais tomadas nesse período como incentivo a setores
fundamentais da economia, foram decisivos para a superação desse cataclisma financeiro.
Governo Lula. Nele, mais de 28 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, outras 30
milhões chegaram à classe média; mais de 600 mil jovens pobres chegaram à universidade;
mais de 14 milhões de empregos formais foram gerados; a indústria naval foi recuperada,
sendo hoje a quarta maior do mundo; a Petrobras alcançou uma liderança inconteste em
sua área; houve a descoberta do pré-sal e o debate sobre o seu marco regulatório.
07. Dilma terá como tarefa central aprofundar o modelo de desenvolvimento brasileiro,
manter o ritmo de crescimento econômico, a distribuição de renda, a valorização do salário
mínimo, o fortalecimento das instituições democráticas e erradicar a miséria. 08. Após a realização do PED no final de 2009, quando quase 500 mil petistas participaram
do processo de renovação das direções partidárias, iniciamos 2010 com a realização do 4º
Congresso do PT. Nele, foram aprovadas as diretrizes estratégicas para a continuidade do
projeto nacional e a tática eleitoral. Essa tática eleitoral privilegiou a formação de um amplo
arco de alianças com os partidos que compõem a base do governo Lula.
09. Em Minas iniciamos o ano de 2010 com dois bons candidatos: Patrus Ananias e
Fernando Pimentel; um ministro se desincompatibilizou para se colocar a disposição da
disputa ao Governo, o companheiro Patrus Ananias e Fernando Pimentel, ex prefeito de
Belo Horizonte.
10. As prévias, instrumento democrático, realizadas em alto nível, infelizmente pouco
contribuíram para a unidade e fortalecimento do partido no estado e perante o Diretório
Nacional (DN).
desejo da maioria dos petistas de Minas e dos movimentos sociais que se relacionam com o
partido. Nelas, não somente soldaríamos nossa unidade, como discutiríamos projetos e, na
sequência, nomes. Diante da pressão do PMDB junto ao PT Nacional, as prévias se
transformaram no único caminho para que o PT em Minas pudesse ter um papel
protagonista. Foi escolhido por apertada maioria de votos o companheiro Fernando
Pimentel.
12. Baseado na Resolução do 4º Congresso Nacional o Diretório Nacional impôs o apoio à
candidatura majoritária de Hélio Costa em Minas Gerais.
13. O ex-ministro Patrus Ananias, atendendo ao clamor das bases, aceitou participar da
chapa ao Governo, sinalizando unidade na tática. Cabe ressaltar que o desrespeito ao
resultado das Prévias foi decisivo para o aprofundamento da divisão partidária em duas
trincheiras: uma que respeitou a tática nacional e a outra que engrossou a fileira do
chamado “Dilmasia”, não sendo raros os casos em que lideranças do partido não se
engajaram no pleito estadual.
14. As campanhas majoritárias foram marcadas pela despolitização e por falta de unidade.
De um lado, a campanha de Fernando Pimentel ao Senado foi feita de forma absolutamente
isolada da campanha ao Governo do Estado. Dos 4,5 milhões de votos obtidos por ele,
quase 40% vieram da Região Metropolitana de Belo Horizonte ou, em termos mais exatos,
1,762 milhão de votos. Em contrapartida, o candidato Hélio Costa obteve nessa mesma
região pouco mais da metade dos votos do candidato ao Senado.
14 – A campanha de Hélio Costa e Patrus Ananias não conseguiu construir um projeto
alternativo para Minas. O Diretório regional do PT de Minas proporá ao DN e ao governo a
retomada das discussões pela reforma tributária, agrária, urbana, política e no judiciário e o
Diretório de Minas se compromete a realizar as mobilizações no âmbito do estado.
15. O clima de continuidade que tomou conta de todo o Brasil, como atestavam as
sondagens dos principais institutos de pesquisa, impôs-se também em Minas. A ausência de
um programa consistente e de uma candidatura alternativa era tudo que os tucanos
desejavam para Minas. Com exceção da candidatura Zito, com pouco tempo de TV e
desconhecido, as campanhas majoritárias não cumpriram o seu papel de apresentarem um projeto alternativo para Minas Gerais. Foi um desastre político.
16. O marketing da campanha foi uma nave sem rumo, descolada da realidade do Estado e
refém do senso comum e da boa aprovação do Governo Aécio. Campanha acanhada,
“governista“ e sem vínculo com as possibilidades de mobilização na sociedade mineira,
desprezou os acúmulos políticos da oposição e a força dos movimentos sociais
organizados, como os dos servidores em saúde e educação.
17. Assim como no restante do Brasil, o “caso Erenice” e as baixarias que tomaram conta do
final da campanha, reproduzindo procedimentos da história brasileira típicos da UDN, foram
decisivos para o afastamento de setores da classe média também em Minas Gerais. Esses
episódios e a adesão de importantes setores partidários ao “Dilmasia” contribuíram para
reavivar no imaginário das pessoas crises anteriores vividas pelo PT (mensalão em 2005, a
aliança com Newton Cardoso em 2006, a divisão do partido na capital em 2008), agora
somadas ao perfil desgastado do PMDB / Hélio Costa.
18. O triunfo da presidente Dilma em Minas foi fundamental para a continuidade do projeto
nacional. Diferentemente do PT que priorizou a campanha Dilma, o PSDB mineiro
concentrou seus esforços no pleito regional, secundarizando a campanha presidencial de
José Serra. Apesar da adesão de Aécio, Anastasia e Itamar no segundo turno ao candidato
Serra, o PT e seus aliados conseguiram manter a votação vitoriosa obtida por Dilma no 1º
Turno (1,7 milhão de diferença pró-Dilma).
19. Agora é o momento de olharmos para os nossos acertos e encararmos nossos desafios.
Para tanto, uma análise mais refinada dos resultados das eleições de forma geográfica
pelas macro-regiões do Estado de Minas Gerais, poderá fornecer mais elementos para
entendermos melhor o que podemos extrair das urnas. Um estudo detalhado desses
resultados é condição fundamental para um planejamento consistente e necessário, além
de, almejado por todos.
20. Temos que entender a complexidade das disputas políticas em Minas, seus
condicionantes históricos e as transformações que estão ocorrendo, a formação sócioeconômica-cultural do nosso povo, as particularidades regionais e as dificuldades que
enfrentamos para dialogar com os setores médios da sociedade e o chamado
conservadorismo mineiro.
UM PERÍODO DE DESAFIOS
21. Em Minas, nossa oposição ao governo Anastasia deve ser feita em todos os níveis sob
a coordenação da Direção Estadual. Para isso é preciso unificar a atuação das bancadas de
deputados estaduais e federais, de forma coordenada pelo partido, para uma atuação
conjunta. Não é mais possível atuar de forma atomizada e pontual, sem resultados práticos
na construção de um projeto que se traduza em alternativa política.
22. Nossa unidade é decisiva para garantir a presença de lideranças petistas mineiras na
composição do governo federal refletindo assim a votação vitoriosa conquistada pela
candidatura Dilma em Minas e o peso político de nosso Estado no cenário nacional.
23. O PT Mineiro tem encontrado dificuldades na sua condução a partir da crise de
2005/2006, que o abalou e provocou a perda de apoio de setores médios da sociedade.
Assim como a falta de unidade gerou desgastes políticos com as alianças em 2006, Newton Cardoso em MG, em 2008, Márcio Lacerda em BH e Hélio Costa em 2010.
24. Como conseqüência, isso acarretou sérios problemas de divisão interna face a diferença
das táticas eleitorais – diametralmente opostas – com relação ao posicionamento ao
governo Aécio Neves, explicitadas, ainda que de forma dissimulada, tanto no PED / 2009,
como nas Prévias / 2010, e que provocaram a separação do partido em partes
impressionantemente iguais, cada qual apoiando nossas principais lideranças, de um lado
Patrus Ananias e de outro Fernando Pimentel.
25. Independente das justificativas possíveis e até plausíveis, as eleições de 2010
mostraram claramente que nosso principal adversário – Aécio Neves – acabou
hegemonizando seu projeto político em Minas Gerais (com cerca de 20 organizações
partidárias) deixando-nos fragilizados e dificultando o processo de oposição.
26. O PT em Minas Gerais ampliou sua bancada estadual (9 eleitos em 2006 para 11 em
2010), diminuiu a Bancada Federal (caindo de 9 eleitos em 2006 para 8 em 2010) e obteve
também sua maior votação ao Senado com mais 4,5 milhões de votos. Além ser a legenda
com maior peso político nacionalmente nestas eleições (88 deputados federais,149
deputados estaduais, 14 senadores e 5 governadores), vem crescendo gradativamente a
cada pleito; entretanto, sem conseguir se apresentar como alternativa política estadual; fruto
de nossas tensões internas.
27. Em BH obtivemos 23% para o governo e 29% para o senado, na candidatura petista.
Esse resultado pífio também pode ser creditado à ambígua e pragmática (do ponto de vista
de interesses pessoais) da política de diluição de nossas fronteiras programáticas com os
tucanos em BH. Diferentemente de Betim, Contagem e Nova Lima, por exemplo, na capital
sofremos ainda a derrota de Dilma Rousseff, no primeiro e no segundo turnos. Ao final, tal
política nem sequer somou votos para seu principal defensor dentro do PT.
28. E isso nos coloca desafios maiores para a reconstrução da identidade petista, para a
construção da unidade partidária e um projeto coletivo de alternativa política em Minas
Gerais. Mantida a atuação de forma pulverizada com forte influência dos mandados e
personalismos, sem priorizar as instâncias partidárias não teremos unidade de forma
consistente para enfrentar os desafios do partido.
29. Está na hora de refletirmos com maturidade e reformularmos nossa atuação estadual,
visando a unidade político-programática, respeitadas as diversidades políticas de
experiências e práticas partidárias. E não podemos esperar outro PED (só no final de 2013),
se quisermos melhorar a atuação já nas eleições de 2012, fundamentais para acumularmos
forças para as disputas de 2014 visando enfrentar os tucanos mineiros e seus aliados.
a complexidade e as dificuldades que enfrentaremos na capital. A ausência de protagonismo
partidário e o equívoco da aliança que elegeu Márcio Lacerda prefeito demonstram a perda
de influência política do PT e as resistências dos setores médios ao nosso projeto. Nesse
sentido, somos desafiados a formular uma estratégia para reconstruir a hegemonia política
31. Em 2012, o PT deve ser protagonista dos processos eleitorais nas principais cidades
mineiras, destacadamente Belo Horizonte e os pólos regionais visando fortalecer o Partido e
a construção de Alianças programáticas que reflitam nosso Projeto Democrático-Popular de Centro Esquerda.
32. É preciso formular estratégias estaduais para superação à resistência que os setores
médios têm em relação ao nosso Projeto e assim ampliar nossa base social na perspectiva
na construção de uma agenda para Minas.
33. Essa agenda deve passar pela nossa capacidade de retomar o diálogo com a juventude
e a classe média debatendo a questão da perspectiva de futuro, da criação de emprego de
qualidade, da cultura e do patrimônio, do lazer, do trânsito e transporte nas regiões
metropolitanas, do modelo de desenvolvimento que seja sustentável. Mostrar que somos
capazes de construir uma agenda do pré-sal que passe pela educação, pelo
desenvolvimento científico e tecnológico, pelo combate a miséria e a exclusão social e pela
busca do modelo de desenvolvimento sustentável, que insira a questão do debate
ambiental.
34. As políticas públicas sociais para permitir a inclusão social e produtiva continuarão a ser
prioridade. Mas o meio ambiente e a juventude também têm que ser bandeiras prioritárias
para o nosso partido, têm que igualmente fazer parte da nossa formulação programática
coletiva.
35. O nosso desafio está em manter nossa base social, dialogando com os setores
populares, mas também criar espaço na nossa ação política para construção dessa agenda
que dialogue com os setores médios. Fazer com que essa agenda política se traduza em
ações, em políticas públicas nas nossas Prefeituras, nas Câmaras Municipais, na
Assembléia Legislativa. O PTMG tem que envolver, mobilizar e sensibilizar, os movimentos
populares e o movimento sindical na construção dessa agenda.
36. Em Minas somos oposição, representamos outro projeto político, temos que valorizar
nossas bandeiras históricas, nossa plataforma programática. Mas temos que deixar claro
para a sociedade que vamos construir a nossa ação baseada em uma agenda política e, em
uma proposta de políticas públicas e sociais para o Estado, e assumir um papel de oposição
mais propositiva e afirmativa.
37. Daí a importância da unificação das Bancadas Estadual e Federal. Esta última, com a
incumbência de potencializar as políticas públicas do Governo Dilma em Minas Gerais , mas
em sintonia com o contraponto proporcionado pelos deputados estaduais e prefeitos no
estado.
38. Devemos dialogar com a sociedade em relação ao governo Anastasia com os
movimentos sociais não somente denunciando a perseguição aos professores e servidores
públicos, mas seu caráter autoritário e antidemocrático, como atesta o embate vivido neste
momento pelos movimentos sociais e a oposição na Assembléia em torno do Projeto de
Resolução nº 4999/2010, as chamadas “Leis Delegadas” que transferem ao Executivo
poderes constitucionais do Legislativo criando as condições para um novo “ Choque de
Gestão” no Estado.
TAREFAS PARA O PRÓXIMO PERÍODO
39. É fundamental que iniciemos o ano de 2011 mobilizando todo o partido. A realização de
fóruns e eventos regionais na troca de informações e formação política, gerando fatos
políticos que pretendemos tenha reverberação nos veículos de comunicação locais / regionais, a valorização e revitalização autêntica da regionalização do PT, a construção de
uma agenda de mobilização para todo o estado, em que a Direção, deputados, lideranças e
a militância se reúnam nas macro-regiões para debater a construção coletiva dessa agenda
de diálogo com a sociedade mineira.
40. Que no final desse processo possamos ter a formulação das diretrizes de um Programa
de Governo e do Planejamento Estratégico para as eleições de 2012 com propostas
“traduzidas” para as realidades dos municípios, fortalecendo prefeitos e vereadores,
permitindo o surgimento de novas lideranças e a construção da unidade do PT pelas bases,
com a contribuição da militância para aprimorarmos a melhor forma de atuação
regionalizada.
41. Temos que colocar como meta para o final de 2011 a construção das diretrizes de
programas de governo, incorporando essa agenda de diálogo com os setores médios, os
movimentos sociais, populares, sindicais e religiosos, reforçando nossas propostas de
transformação social no Brasil.
os rumos de nosso Projeto Nacional / Estadual. Torna-se necessário e urgente traduzir o
Projeto Petista em Minas Gerais.
43. Precisamos buscar, respeitando a realidade de cada município, estabelecer uma política
de aliança coerente e consequente para as eleições de 2012. É fundamental a consolidação
do campo político de caráter democrático e popular e da unidade partidária com o empenho
e presença de lideranças políticas regionais e estaduais nos municípios.
nas nossas ações de 2011. O acúmulo político partidário para uma vitória em 2014 passa
obrigatoriamente pela ampliação da nossa base social, novas filiações sem artificialismos ou
construção de maiorias para alimentar disputas internas, pela nossa capacidade de construir
alianças políticas e sociais, pelo nosso estreitamento com os movimentos sociais,
populares, religiosos e sindicais, mas, fundamentalmente, passa por conseguirmos traduzir
a nossa agenda em propostas concretas para a sociedade mineira, inclusive para os seus
setores médios de forma unitária.
45 - Partindo do pressuposto que o Senador Aécio Neves se consolida como porta-voz do
PSDB e líder da oposição neoliberal, cabe ao PTMG ser o contraponto primordial a esse
projeto tucano. Cabe ao DN e ao nosso governo federal o reconhecimento dessa condição
estratégia de nosso estado.
46 - Candidaturas próprias em 2012 – Para fortalecer nossa alternativa em Minas Gerais ,
em oposição ao governo tucano e na construção do projeto democrático e popular, o
Diretório Estadual orienta o lançamento de candidatura própria, sempre buscando unir o
campo aliado. Na capital e cidades pólos deve-se fazer um esforço especial neste sentido.
As alianças com partidos que apóiam o governo Dilma devem se dar sempre rechaçando
aliança com PSDB, DEM e PPS.
47 - Participação do PTMG no primeiro escalão – O Diretório Regional de Minas Gerais
reitera junto do Diretório Nacional a necessidade de Minas Gerais ter uma participação
qualificada e representativa do partido no primeiro escalão do governo federal. Nesse
sentido, o DE reitera a posição da executiva estadual indicando Patrus e Pimentel como integrantes do Ministério da Presidenta Dilma, sem prejuízo de outros quadros petistas
mineiros no governo.
48 - Quanto à composição dos espaços no governo federal, após ouvir as lideranças, as
bancadas estaduais e federais, os nomes devem ser apresentados e discutidos por meio de
sua direção estadual.
Belo Horizonte/MG, 4 de dezembro de 2010.
DIRETÓRIO ESTADUAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES DE MINAS GERAIS
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